Toda crise independente de ser profissional ou pessoal é sinal que devemos rever nossas atitudes e comportamentos, assim podemos iniciar uma transformação e criar uma nova estratégia extraindo dos pontos positivos e negativos o melhor.


A mudança e o progresso tecnológico ocorrem rapidamente e por este motivo é essencial o desenvolvimento e o aperfeiçoamento profissional. Por esta exigência do mercado, se faz necessário um processo de aprendizado contínuo. Estar atualizado não só na sua área de atuação, mas também para o mercado de trabalho como um todo, valoriza o profissional e demonstra seu interesse em melhorar e desenvolver habilidades e competências, o que se torna essencial em uma época de crise onde não é demitido somente quem comete falhas, mas também quem não se destaca.


Neste contexto, os alunos do curso de Gestão de Recursos Humanos do 4º período das Faculdades SPEI, unidade Torres, no mês de abril de 2009, elaboraram e aplicaram um questionário a 475 trabalhadores assalariados de Curitiba de diversas áreas de atuação, para saber se as pessoas investem no seu aperfeiçoamento profissional.


Após a tabulação dos dados foi constatado que 80% dos entrevistados investiram em cursos nos últimos 12 meses, sendo 41% homens e 39% mulheres. A diferença entre o homem e a mulher é mínima, concluímos que esta diferença ainda existe não por falta de competência por parte das mulheres, e sim pelo motivo da sobrecarga de trabalho que elas enfrentam com a vida doméstica.


Considerando o grau de escolaridade dos que investem em cursos, 31% possuem ensino superior incompleto, 23% segundo grau completo, 12% ensino superior completo, 7% pós-graduação completo, 3% pós-graduação incompleta, 3% segundo grau incompleto e 1% ensino fundamental. Consideramos que as pessoas com um grau de escolaridade elevado se preocupam mais com a necessidade de aperfeiçoamento profissional.


Verificou-se também que do total de pessoas que investem em cursos, aproximadamente 49% são casadas, 44% são solteiras e 7% estão em outra situação. Consideramos que as pessoas casadas se preocupam mais com o bem estar dos seus familiares e para se manterem no mercado de trabalho é preciso se atualizar continuamente.


A crise pode ser vista de duas formas: como paralisação ou como momento de dar um grande impulso na vida. Antes a crise era financeira, agora é do desemprego também. A paralisação não garante o emprego. É bom aprender a proteger o seu investindo em sua carreira. E lembre-se, o conhecimento é o seu maior patrimônio, vale mais que qualquer bem material e ninguém pode lhe tirar.


(*) Estudantes do curso de Gestão de Recursos Humanos das Faculdades SPEI